A endometriose e a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), anteriormente conhecida como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), são condições que, apesar de comuns, podem permanecer sem diagnóstico por anos por apresentarem manifestações variadas, dificultando o reconhecimento dos sinais e o início do acompanhamento adequado. No Brasil, a endometriose afeta uma parcela significativa das mulheres em idade reprodutiva, e o tempo médio entre o início dos sintomas e a confirmação do diagnóstico pode chegar a sete anos, segundo o Ministério da Saúde. Já a SOMP, cuja nomenclatura foi atualizada em 2026, é uma condição hormonal e metabólica que também possui um diagnóstico complexo.
Endometriose e os sinais que não devem ser ignorados
A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Pode provocar cólicas intensas, dor pélvica, desconforto durante as relações sexuais, fadiga e alterações intestinais ou urinárias. Em alguns casos, também está associada à infertilidade.
Como esses sintomas podem ser confundidos com desconfortos menstruais habituais, a investigação clínica é fundamental. O tratamento varia conforme cada caso e pode incluir terapia hormonal, controle da dor, cirurgia e acompanhamento multidisciplinar.
Ampliando o olhar sobre a síndrome dos ovários policísticos
A atualização da nomenclatura de SOP para SOMP busca destacar que a condição envolve aspectos hormonais e metabólicos, e não apenas os ovários. Entre as manifestações estão irregularidade menstrual, acne, queda de cabelo, aumento de pelos e alterações na ovulação. A resistência à insulina também pode estar presente, sendo um fator de risco maior para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
A mudança do nome não representa uma nova doença, mas uma compreensão mais abrangente de suas manifestações. O diagnóstico depende da avaliação clínica e dos critérios estabelecidos, não apenas da presença de ovários com morfologia policística em exames de imagem.
Ativos como aliados de uma abordagem individualizada
O aprofundamento sobre essas condições contribui para reconhecer sintomas, orientar a investigação e individualizar as condutas terapêuticas. Nesse contexto, a Academia da Menopausa, empresa do Grupo Singular, oferece uma Imersão dedicada à endometriose, com foco na atualização dos profissionais de saúde e no aprimoramento do acompanhamento das pacientes.
Alguns ativos podem ser considerados como recursos complementares, conforme as necessidades de cada paciente e as evidências científicas disponíveis. Para a endometriose, os materiais técnicos da Singular Pharma destacam Pinus pinaster, curcumina, vitamina D3 e ômega-3. Na SOMP, incluem mio-inositol, ácido alfa-lipoico, N-acetilcisteína (NAC), coenzima Q10, vitamina D e berberina.
A indicação desses ativos deve considerar o contexto clínico, a segurança e as possíveis interações, sem substituir os tratamentos estabelecidos. A escolha da formulação e da posologia cabe ao profissional habilitado.
Com informação qualificada, atualização profissional e atenção às particularidades de cada paciente, é possível contribuir para um cuidado mais criterioso diante de condições que ainda apresentam desafios para o diagnóstico e o tratamento.



